28.8.03

Sem entender os vultos que circulavam sobre mim, corria desesperadamente, enquanto era fustigado por estes indivídos cegos que engrandeciam em seus colapsos inconseqüentes. Não obstante, preocupava-me com os choros desfigurados que vinham através da paredes, de algum lugar deste inóspito submundo. O labirinto, impecável em tua baliza, era mais imenso do que a simples visão captada por meus olhos. No chão deslizavam vermes encadeados com teus progenitores, que criavam repugnates odores ao atritarem-se, aguçando ainda mais o asco que me vinha. Ao redor, a neblina filtrada pela escuridão era submetida a provas pelos fantasmas que a preenchiam. Todos estes eventos eu observava enquanto fugia com veemência, queimando minhas últimas esperanças em encontrar uma fresta de luz. Tudo parecia desmoronar sobre mihnas costas e o peso ia tornando-se insuportável. Até o momento em que hesitei, quando o vulgo hostil apontara em minha direção, e, um segundo após, dominaram-me em uma irreversível insanidade. Sem escolha, lancei meu corpo no negro buraco para acordar de mais uma desfeada insônia.

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