11.9.03

Perdi o rumo, a razão desta empreitada ao defrontar a sombra deste infame ninho da tua prole. O que viste agora, senão a loucura em conhecer o teu amanhecer e compará-lo à nódoa de minha estigma? Ah, não há dor pior em sentir-se apunhalado pela condescendência e sujar os joelhos no cacoso lençol que camufla o meu velório. Ali há a trama, o engendro, o suborno que faz da lepra um saboroso prato para festejar minha ida. Há fanfarra e demasiadas gargalhadas ecoando em minha mente, instigando o meu retorno e minha vingança. Sim, vingar-te-ei por tudo o que não foste deveras. Recordará da tua covardia, porém arrependerá do arrependimento que não mais vive? Teu sangue mergulhou-se em tão negra composição que não mais causa sombra ao teu provedor. Teu intento e lascívia virão a tona antes de morrer a negritude que nos cerca e aprenderás a não desprezar o que não lhe parece capaz. Esta será minha doce vingança. Se a penitência não lhe cabe como adjetivo, então afunda tua fronte três vezes ao solo contaminado por vermes que desejam tuas entranhas. Se a podridão adolesce teu seco ego, então o rumo já é sabido. Cairá como pó, misturar-se-á na terra lançada para cobrir os teus inimigos. Ficarei curado da insanidade e vingado de tua estirpe. Torpe estirpe.

[Listening to: High Wire Escape Artist - Boysetsfire - Daredevil (03:48)]

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