Cega dor que vem e não voa.
Conheci, em meu próprio lar
Alguém que não deveria estar
Corpo e alma na minha vizinhança
Pensamento aquém da minha esperança.
O ontem, que ainda não se despediu
É o martírio que a pouco emergiu
Uma incontrolável chama que ecoa
Cega dor que vem e não voa.
Um olhar, um gesto, um instante
Houve tempo e estava distante
O som que vinha e me acariciava
Era sua voz que sem saber cantava.
Eis a vida, na inocência visão
De um amanhã além desta condição
Doce lembrança que ninguém vê
É tudo o que tenho de você.
by Peterson Foka
29.8.04
Postado por Foka às 8/29/2004 07:12:00 PM
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