15.6.03

Somos doentes. Realmente estamos inertes a algo criado por nós mesmos. O início foi fundado com os meios básicos de sobrevivência, e, conforme o tempo deixava lembranças, o primitivo caminhava para um lado obscuro e incoerente. Começara o erro. Desde então, separados por milhares de anos, os que hoje andam estão amarrados a tantos elementos que não percebem que estão doentes. Estão completamente cegos. A vida diante seus olhos tornou se algo infectado de obrigações. Estas são decorrentes de regras criadas para de alguma forma suprir o tempo vago e as aparentes limitações físicas. O resultado disto são seres óbvios. Seres que erram e não aprendem, que machucam e não amadurecem, que enxergam e não entendem, que vivem e não evoluem. Há de convir que nem todos são assim, alguns lutam para quebrar estas correntes, mas poucos conseguem. O livre arbítrio praticamente não mais existe. As escolhas estão dentro das obrigações. Quem, diante a um leque de opções, opita por algo fora deste? Quem enxerga? E se enxergar, há coragem? A evolução sempre estará limitada a nossa capacitade de entender o todo. Para minha esperança, os ideais rígidos aplicados pelas antigas famílias atualmente estão minímos. Para o meu desconsolo, os jovens que desfrutam desta liberdade caminham ainda mais para o escuro, corrompendo se cada vez mais das mesmas regras criadas. E, enquanto sentirem prazer em viver como um jogo de cartas, nada mudará. Não há como enxergar além do muro, se na limitação existente o muro é o fim. Não há como entender a essência da vida e os elementos que a compõe como o amor, solidariedade, união, preservação e outros diversos se a criação alterou o sentido destes. Enfim, para cegos vida é apenas quatro letras. Quem tem a cura para isto?

[Listening to: Stabbing Westward - Save YourSelf - - (04:12)]

[Listening to: Stabbing Westward - Breathe You In - - (04:00)]

[Listening to: So Close - Evanescence - (04:29)]

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