Eu
Peterson Foka
Ainda nesta fome de ser
Não sou, como deveria
Se já estou, como previa
Finjo outrora, como há de ver.
Em vingança da mente
Fujo, em pavor de gente
Mata, quem já não mente
Respira a noite, quem ainda sente.
Castigado na brasa moída
Tosse a doença absorvida
Alivia a alma corroída
Onde não mais há saída.
Cá continuo, existo
Onde a forma esqueceu
Quando chove não persisto
Em encontrar, o que sou eu.
27.5.03
Postado por Foka às 5/27/2003 12:18:00 AM
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