31.3.03

Corrupto ser
Peterson Foka


Aquele porão vazio
A qual ele se deitara
Cadenciava sua face falecida
Meio a escuridão indecifrável
Jorrando odores irreais
Subjugando traços incoerentes
Seria impróprio se vivo
Apavorante se visto!

Inerte em tamanho pasto sombrio
Alaga-o imensamente com avidez
Talvez por sedução... ou curiosidade
Se tolo, aproxima com receio
Se agudo, afungenta teu anelo
Corra rumo as escadarias
Das irregulares saídas.

Encapulzado pelo véu oculto
Inerente a tua sórdida condição
Segue teus passos vacilantes
A espreita da desolação
Inexiste a jovens visões
Existe em idosos pensamentos
Que esvaeceram em multidões.

Ainda em tal concupiscência
Corrompe ignorantes seres
Alimenta-se do mísero e do incrédulo
Fortalecendo em seu anseio
O dia que dominará a chave
Da porta de teu tormento
Sucumbindo em teus próprios erros.

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