Vivo, e talvez meu destino seja alterado diante minhas escolhas, mas nada disso importa se meu real desejo não for suprido. Vivo sobre este leito de obrigações servindo de escravo para mim mesmo, sem ao menos durmir sem enfrentar os pesadelos comuns. Meu ser e minhas palavras parecem tornarem-se morbidas quando a extensão do tempo o faz influenciar minha razão. Não tenho desejo de abraçar notas do capitalismo, tão pouco mergulhar neste mundo materialista. Queria apenas estar aí, ao seu lado, sentindo o tempo mundar... sentindo o ar trazer bons sonetos da nossa história. Até quando minha incocência me fará crer que isto ainda acontecerá? Tendo a aceitar a ruína antes mesmo dela acordar, mas desta vez isso não se aproxima da realidade. Talvez porque a perfeição faz me sentir falta de todos os segundos desse passado. Apesar de tudo isso, dos meus lamentos e desejos constantes, sei que você não mais pensa em mim antes de adormecer. Sei que não mais faço parte da tua jornada... em algum lugar desta estrada fui jogado as mananciais... minha volta não é mais bem vinda. Que assim seja
9.2.03
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