Saudade. Eis algo que incansavelmente me ataca esperando minha rendição. Não sou um homem de cair diante à ameaças sórdidas, mas a cada passo o ar fica mais denso... meus pensamentos mais complexos... minhas escolhas mais doloridas... E esse sentimento de dor pela ausência de alguém, que sempre espera por uma oportunidade, me perturba no momento mais instável... Minha falta de sorte é ter de suportá-lo não da mesma forma de alguns anos, mas evoluído, tão tope quanto o lado obscuro da minha mente. Faz me lembrar do passado distante, de quando a guerra e a distância eram inimigos indestrutíveis diante a inocência e pureza das cousas do coração. Minha fraqueza serão meus erros.... meus erros serão minha ruína. Tornarei-me algo desprezível e indolente, enfrentando os dias futuros me corroendo com esse pensamento de que no final tudo ficará bem. Sim, sou testemunha disso, mas não se repetirá comigo. Ao menos que a coragem seja ressuscitada, viverei os dias eternos em um celeiro desasseado, assistindo TV.
3.2.03
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