8.2.03


O Metrô
Peterson Foka

Vagão,
que vaga pelos intermináveis corredores obscuros
percorre pela vida, pela morte
atravessa as ruinas do desespero
causa dor ao incrédulo.

Voa, voa
Acelera em direção ao destino
Detenha-se quando o encontrar
Recolha aqueles que a ti são fiéis
e leve-os a suas inesperadas jornadas

Oh, quão manso se torna
quando cruza a destemida noite
Seus intervalos se prolongam
Causam a impaciência
dos poucos que ainda o esperam

És tu, tão bravo guerreiro
Eleva-te em tua valentia
ao defrontar a luz do nascimento
Socorra os que te clamam
Seja o transporte do pensamento passageiro

Ajude-me, pai do subterrâneo
Estou preso, meio a multidões de sentimentos
Sons confusos atordoam-me
O bebê chora, enquanto a mãe observa o Rio
através da janela da compreensão

Viaje, corte as muralhas do tempo
Lá fora o gélido, aqui dentro suas vidas
compartilham os trilhos dos postigos
Guiam as hostes de nossos desejos
Hoje e todo o sempre.



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