16.10.02


"Ninguém pode perceber sua passagem. Silenciosamente, ocultou-se na penúmbra, arrastou-se por entre as árvores e desapareceu na escuridão. Quando menos imaginava, não restava mais nada, apenas os restos de uma festa destruída. Olho em volta e vejo a desolação, o nada contornado pelos destroços das pútridas criaturas. O último e mais importante havia-se ido. E agora o que faremos? Não podemos mais usar suas crias como iscas, nem a chuva como aviso. Outro plano haverá de ser pensado antes do amanhecer, ou então conheceremos a cidade morta. Anos e anos de esforços para nada. Algo me diz que esta foi a última chance. Ainda que haja restos de esperança, não há forças para usá-la. Sinto-me pior por estar sozinho, nem ao menos posso me levantar para acordá-los. Falando nisso, onde vocês estão? Como pude me esquecer de vocês? E se também estiverem mortos? Preciso me levantar..."

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