Choro
Choro pelas lágrimas derramadas
Choro pelo oceano morto
Tristeza hão pelas chuvas não terminadas
Hei de silenciar o fim torvo?
Levado aos confins do devaneio
Choro pela alegria não terminada
Choro pela tristeza não iniciada
Há saída para esse cativeiro?
Se sou eu a estatua viva
da mais pura e singela vida
Por que choro pela manhã crecida?
Medo da luz destruída?
Há tantas flores que almejam sorrir
mas por que não lamento pelos cravos a ferir?
se há dor, desprezo e solidão
Pudera eu lutar se tudo é em vão?
Quando caminho no leito da imensidão
aprecio a lança voando em minha direção
Choro pela serena aproximação
sigo assim, nesta mortal canção?
Peterson Foka
29.9.02
Postado por Foka às 9/29/2002 09:46:00 PM
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